quinta-feira, 21 de junho de 2018

Comentário n. 2



Estamos preparados para enfrentar qualquer sistema defensivo. Decidiremos pelo jogo indo a frente, sem recuar nossa equipe. Somos melhores, antes do jogo decisivo (e da derrota) contra a Itália, na Copa de 1982.    http://www.showdoesporte.com.br/noticias/futebol/14807/
        Nem o mestre Telê Santana escapou da presunção.


     
    Mas que atitude mais presunçosa a cavadinha do goleiro Caballero da Argentina, a sua falta de humildade abriu o caminho para a gloriosa derrota.  O gol desajustou a já desarrumada seleção argentina e por causa dessa absurda falha há um ponto que quero falar, a quebra da autoconfiança.

     A poderosa Alemanha em certo momento do segundo tempo do jogo contra o México partiu  para o abafa, mas não foi por causa de uma autossuficiência como a de Caballero, mas o jogo ajustado, bem treinado e estrategicamente executado da seleção mexicana abalou a autoconfiança da seleção alemã, a ponto do seu grande time dar balões e mais balões sobre a grande área do México.

     Imagine que a Alemanha em certo momento do jogo contra a Suécia leve um gol e  enfrente um time fechado como o México e com isso o tempo passe "rápido" e o nervosismo for chegando avassalador, aquele controle mental, a força psicológica vai dar de novo lugar para as jogadas de peladeiros, muita vontade e pouca organização.

     Mas se ela vencer, será mais uma vez a perigosa e competente Alemanha.

   Desde ontem eu fiquei imaginando um quadro, quase agourento, em que o Brasil jogando o fino da bola enfrente dificuldades com a Costa Rica, como a Alemanha enfrentou com o México, um placar adverso e a gente pode ver autoconfiança cair como um paraquedista em voo livre na medida que os gols não ocorram, ainda mais quando uma certa soberba acompanhar uma equipe. 

   Isto na vida comum tem uma percepção mais demorada, mas não no futebol, especialmente nos jogos decisivos, em que o resultado para ir a uma classificação está logo ali, assim como o resultado que faz descer ao inferno astral em 90 minutos, pressão que costuma levar alguns atletas a cometerem terríveis erros. 

    Sabe, nesta manhã nós poderemos ver um time jogando o fino da bola ou um time nervoso ante a uma retranca secular. Só espero que não ocorram falhas pela soberba de algum jogador brasileiro e que a bola estufe as redes em três a zero. 

     Agora, sinceramente, estou curioso como será o desempenho do México no sábado, se seu jogo tiver a mesma luz que teve na vitória sobre a Alemanha ela poderá se colocar em um caminho para o topo, mas se achar que porque ganhou da seleção alemã represente um título mundial antecipado, nós veremos mais vez o fiasco de sempre, de uma promessa que frustra sempre as expectativas de ver algum dia o bom futebol mexicano entre as maiores seleções.

Abraço, 
    

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Comentário n. 1

                        Resultado de imagem para sistema táticos do futebol

   Ao dar este título a esta crônica me inspirei em Antonio Maria. Lembram dele? Não tem importância, mas do Frevo n.3 ou n.1 tenho a convicção que muitos conhecem.

   Comentário n. 1 começa bem antes, começou no amistoso, com empate, entre Polônia e Chile. O jogo foi dois a dois, dois a zero no primeiro tempo para a Polônia e o Chile jogando forte no segundo tempo, empatou o jogo, pressionando o time polonês.  

    Mas naquele jogo eu fiz a primeira observação, digamos, mais técnica do sistema de jogo de uma seleção que iria para a Copa da Rússia. 

    A grosso modo a Polônia se posicionou assim: 1 (goleiro) - 3 (defensores) - 3 (meio-campo defensivos) - 3  (meias ofensivos) - 1 (atacante de ofício), este sendo Lewandowsky.  Craque que joga no Bayern de Munique.

     Depois de uns vinte minutos e no correr do primeiro tempo, principalmente, vi a Polônia fazer a primeira linha defensiva com cinco jogadores e até com seis jogadores para não levar gol.

   O fato do ângulo das câmaras da TV polonesa ser aberto dava para ver claramente quando o time ficava com 1 - 6 - 3 - 1 para se defender, que se transformou diversas vezes em 1 - 3 - 3 - 4. 

  Mínimo de 3 defensores e  3 volantes,  4  atacando e prontos para recomporem o sistema defensivo.  

     Bem, era para falar da seleção brasileira, como encomendou o amigo Walmir.

   Aí no sábado veio Argentina e Islândia, até comentei com ele que me admirava da obediência ao sistema tático e a estratégia escolhida pelo treinador por parte da Islândia.  Ali, em certo momento do segundo tempo me passou um pensamento rápido, "como seria o Brasil jogando com um time que se defende com seis jogadores?" Eu imaginei que haveria dificuldade, mas não tanta.

    Antes de concluir este Comentário n. 1 recordo de um jogo que assisti em 2004 lá em Surubim em que o Surubim Futebol Clube jogava contra um time retrancado, naquele dia eu comentei que o time precisava chutar de longe, pois só fazia ciscar e não criava nada de novo, até que Marquinho Cucau deu um chute de fora da área, acertou o gol e a vitória daquele domingo.

  Recordando, além dos jogos do Brasil e Suíça, Islândia e Argentina e esplendor de jogo do México contra a Alemanha, creio ainda que jogar contra um time que se defende com tantos jogadores, precisa ter uma enormidade de variáveis táticas para possibilitar chutes de fora da área e muita velocidade na troca de passes e de posições entre os jogadores para desorganizar o sistema defensivo, sem isso fica fácil ser marcado e tomar os contra-ataques.

  Um comentário só sobre o jogo México e Alemanha, ontem que tinha o controle mental foram os mexicanos, se mantiveram organizados durante todo o tempo.

Abraço,

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