sexta-feira, 21 de junho de 2024

Bastidores ou quase um Make Off

        
Uma das primeiras capas do livro. Não é a capa escolhida.


        Faz praticamente 8 semanas semanas que quebro a cabeça para organizar o lançamento do livro O Último Café do Coronel. 

        Depois de mais de cem tentativas dei por concluída a capa. Hoje tenho dúvida.

        Capa desenhada. Pera aí!

        Antes disso em dezembro passado contratei pelo Instagram uma empresa para sugerir uma capa, revisar e diagramar o livro, paguei e a empresa quebrou.  Não fez o serviço.  Tinha 90 dias para fazer. Já estava no final de abril. Por ter em mente uma data para lançar o livro, corri. Contratei uma profissional para revisão e diagramação. 

        20 dias depois recebi a revisão. Sem combinar comigo, a revisora e copydesk mexeu na divisão do livro e nos diálogos. Não prejudicando a compreensão, mas o estilo que tenho tentado para o romance.  Refiz algumas partes e fui cuidar da diagramação, que também teve alterações sem conversar comigo. 

        Vou abrir um espaço aqui para uma percepção. Nos serviços digitais, contato apenas pelo WhatsApp, a compreensão do que o contrante deseja e quem vai executar o serviço frequentemente é ruim. São linguagem diferente, quase como um dialeto. Quem está do lado de cá não consegue expressar tudo o que deseja, quando sabe o que quer em detalhes? O mais frequente é o leigo fala de um jeito, o experto não entende, ou não explora adequadamente a mensagem recebida. Em resumo, o serviço não sai como se deseja e criam-se chateações.

        Voltando para a história, aí recebi o livro diagramado, achei que deveria ir em frente. Preparar a divulgação e o lançamento. Aqui estou nesta etapa, um quase copiar e colar em busca de ideias para divulgar o livro nas redes sociais.

        Ando consultando o que as editoras grandes fazem, rabiscando em busca de um estalo que me dê a sensação que aquele será um bom caminho. É neste momento em que me encontro.  Com o prazo que me dei para lançar correndo feito um cavalo desembestado ladeira abaixo: 13 de agosto de 2024. Já começo a sentir como "meu chefe" tivesse minuto a minuto me pressionando. "Vai meu filho!"

        Antes de encerrar, teimava em admitir que em vez de um livro, eu tinha outra coisa. Livro ao qual me dediquei 4 anos de forma intensa, e desde 2007 para quando o título do livro colou no meu coração e eu comecei a escrevê-lo. 

        Pois bem, em vez de um livro, "eu tenho um produto". PRODUTO. Pode ser que o vendo assim destrave a percepção do que fazer para conquistar leitores. Ontem meu filho Victor sugeriu, vá atrás dos influenciadores digitais para viralizar. É fazer o produto ser um viral. O LIVRO ser viral, a história viralarizar.

        Bem, vou compartilhar uma parte romance em que o coronel Jacó chegou à sua antiga casa.

        Aqui e ali levava uma delas (netas) para passear na fazenda. Mostrava os animais, os seus cavalos de raça eram a sua predileção. Nesses passeios ele dizia: “Venha menina, vem olhar e sentir o cheiro da flor de café.” Na época das floradas do café, ele dava um jeito de transformar algumas flores no perfume de Água de Colônia.

        Essas lembranças o fizeram sorrir e ele começou a se balançar na cadeira de madeira clara.


        Por hoje, é só.
        Abração, Marconi Urquiza








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