Foto extraída do Facebook
Inspirado no meu próximo romance:
"O Último Café do Coronel."
"E os meus eleitores? Não posso abandonar."
Isto acalentava uma alma sofrida. Revelava uma decisão valorosa. Dava uma resposta para não sair.
Vamos conversar. Vamos perguntar. Vamos ter certeza. Mas não havia certeza.
Nas muitas conversas havia convergência, mas ninguém sabia o que o coração de Mário tinha e sentia. Ninguém nunca soube. Alguém sabia, sua esposa. Quem mais?
Nem era mentira, nem era verdade.
Verdade foi o que foi publicado em pequeno box do Diário de Pernambuco no dia seguinte: Candidato morto.
E a notícia correu pelo rádio, adiantou-se ao telefone, chocou uma cidade.
O silêncio correu feito um rastilho. Muitos, sem tal consciência, sentiram em seus corações que a disputa passara do ponto, eliminara um ser muito querido.
Uma tarde, um dia inteiro, a cidade ficou sem faturar. Fechar, fechar não foi por medo, mas por respeito.
"É ele! É ele...!" "É ele" da disputa entusiasmada jazia no centro da Igreja Matriz.
Alguém por zelo ou dever profissional enfaixara as mãos despedaçadas por chumbo.
"É ele" jazia, irremediável. Naquela madrugada Alguém choramingava ao ver no silêncio da cidade as torres iluminadas da igreja e o corpo dormitando, quase sozinho, no meio da imensa igreja.
Bem, por hoje é só.
Abração, Marconi Urquiza
Mais do projeto:
Estou preparando o livro com um carinho danado. No final do mês receberei o esboço da capa de uma designer profissional que faz este trabalho para uma das grandes editoras brasileiras, a "Todavia Livros."
Na medida em que o projeto for avançando informei a todos.
"Leia também", para saber mais: