Há poucos anos, venho acompanhando à distância a corrida. Cida vem participando ativamente deste esporte.
No início, eu apenas observava ela se arrumar e só estive presente nas corridas do evento CINFAABB.
Estivemos em Balneário Camburiú, Palmas, Maceió, Fortaleza, São Luís; duas vezes.
No último sábado saímos do hotel às seis horas para o ponto de partida/chegada, a AABB São Luís.
Ela, ao chegar, como os demais corredores foram se confraternizando, tirando muitas fotografias, depois veio o alongamento coletivo.
Tudo feito com uma alegria imensa; até mesmo aquelas pessoas com perfil hipercompetitivo entraram nesse espírito alegre.
Aí chegou a hora da largada. Primeiro, os homens; depois, as mulheres; e, por último,l último os corredores 80+.
Saí da retaguarda e me coloquei no trajeto de saída da corrida.
Um pouco antes de começar a contagem regressiva, observei os corredores concentrados, e então a contagem para a largada começou, a voz do locutor sendo acompanhada pelo coral das atletas.
Ao mesmo tempo em que as vozes cantavam os números, o balé das mãos erguidas enfeitava aquela manhã.
Soou o som da largada, mais duas se seguiram.
Vamos saltar desse make-off para a chegada. Fiquei observando os corredores e as corredoras chegando, muitos, cansado; outros, extenuados, mas, à medida que foram recuperando o fôlego, a alegria foi voltando.
Talvez, com raras exceções, poucas pessoas que estavam ali poderiam ter ficado tristes com o próprio desempenho. A maioria se sente vitoriosa por correr e por superar a distância da corrida.
Não conheço esporte que proporcione essa elevação da autoestima aos seus participantes. E não é um fenômeno particular, é geral.
De minha parte, parabéns aos que superam a si mesmos ao se transformarem em corredoras e corredores.
Hora do vídeo:
Abração, Marconi Urquiza.
