O gato, animal felino.
Dizem que há proteção
Maior pra "bebo" e menino
Mesmo que existe sorte,
Não é salutar na morte
Vivermos tirando "fino".
Na semana passada Cida sofreu um acidente enquanto fazia sua corrida matinal, um táxi bateu nela, pegou no braço que impactou o abdomen. Mesmo sentindo dores deste então, ela está apenas machucada. Dois segundos a mais, um metro a mais, ela poderia estar muito machucada ou morta. Foi sorte.
Desde ontem fiquei pensando nos quase acidentes, felizmente. Estava parado na esquina da rua Angustura com a avenida Rosa e Silva, em Recife, deixando o trânsito me dar a oportunidade atravessar aquela rua e seguir meu caminho. Cem metros antes ouvi o ronco de uma moto, moto de motoboy, com aquele baú de fibra de vidro na traseira. Ele saiu do Habibs, pega a parte direita da Rosa e Silva e acelera tudo que pode. Eu estava na beira da calçada, a alguns centímetros do asfaldo e a moto veio rápida, pensei que o motoboy iria desacelerar um pouco para entrar à direita na rua Angustura, mas que nada, senti foi o vento do baú roçando minha barriga. Confesso, após alguns segundos o medo chegou, dei um passo atrás e me demorei a atravessar a rua.
Em outra esquina, desta vez na Rua Dom Bosco com a via local da Avenida Agamenon Magalhães, estava nas imediações do Hospital da Restauração. Neste dia andava pensando em um monte de coisas, a atenção não estava voltada para a rua, mas para dentro da minha cabeça. Alguns metros antes vi o sinal aberto para o pedestre e registrei isso e parti na passada para atravessar a rua, e, e só me dei conta que ele havia aberto para os veículos ao sentir uma Kombi raspando meu corpo. Acho que exclamei assim: "Minha nossa senhora!" Acho que passei o dia pensando, por pouco minha família só receberia a notícia que eu fui atropelado e morto.
Quando era criança, brincando de carro de rolimã pelas ruas eladeirada de Bom Conselho, junto com os amigos, saímos da Praça Pedro II e resolvemos descer a ladeira da Rua 15 de novembro, a partir do antigo cinema Brasília, onde hoje é a agência do Banco Santander, se existir. Descemos pela calçada da esquerda, eu fui o último a descer. Na minha vez parei debaixo de um Ford Rural. Essa imagem é vivíssima até hoje, mais de 50 anos depois. O dono carro olhando sério para mim, eu sem saber o que fazer, a menor de 1 metro do pneu do carro.
Entre estes casos e outros, principalmente usando o celular dirigindo, até hoje tive sorte. Mas precisa alimentar esta sorte ao não dar motivo para ela me abandonar.
Em tempo: Sortilégio é Feitiçaria; ação do feiticeiro que pratica magia ou bruxaria.
Faltou assunto, para não deixar de passar uma crônica escrevi esta.
Por hora é, abração!
Marconi Urquiza