Uma parte da minha geração não quer saber da política, não quer se meter, outra parte comenta, fala, defende posicionamentos, radicaliza. Há uma parte que observa com interesse e de longe, mas quer evitar os conflitos que há anos intercorrem de forma violenta para quem se posiciona contra as atitudes radicais que age a procura do poder para impor restrições à gama mais pobre da população.
Há muito tempo, muito mesmo, quando era deputado federal, Roberto Freire, em alguns discursos repetia que era necessário desprivatizar o Estado Brasileiro. Eu achava este discurso muito interessante, muito. Mas por falta de conhecimento e interesse não me aprofundei no que ouvi ele falando a respeito. A política existia para mim apenas como uma busca pela riqueza e pelo poder, nós eleitores eramos a massa de manobra. Antigo isso, não é? Mudou?
Então chegamos em 2025, posse de Trump e tudo que antecedeu durante a sua eleição. A estratégia de falar de economia, daquela economia miúda, a do bolso do eleitor. Se fosse no Brasil, a economia do feijão à mesa. Segundo algumas leituras, essa foi a linha de propaganda que sensibilizou os eleitores dos EUA.
Aí vem a questão de tocar no ponto crucial de qualquer um de nós: o medo e a crença ou a descrença com algo. É onde esbarrou na questão da fiscalização do PIX. O medo e o poder das redes sociais espalhou esse medo que a Receita Federal iria saber sobre a vida financeira de cada cidadão pequeno, do micro empresarial formal ou não. O que tocou em um ponto objetivo, ser pego pela Receita Federal e ter quer pagar impostos, o outro subjetivo: não quero ninguém fuçando a minha vida.
Quando o poder se assenhora de quem pode tê-lo, esses líderes na maioria não se dão ao trabalho de aparecer, lhes basta ter pessoas ambiciosas para as alimentar com recursos, influência e temor. Temor que seus "podres" apareçam. É desta forma que muito são controlados.
Então é preciso pensar no poder e se perguntar constantemente: Para que serve "algo" e para quem serve esse "algo". Talvez com a compreensão disto, alguns de nós possamos entender para aonde o jogo intenciona ir.
Na falta de uma crônica escrevi estas reflexões.
Abração, Marconi Urquiza
