sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Viva os amigos!!!


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       Para mim começou timidamente há seis anos nos treinos de futebol para os jogos dos aposentados do Banco do Brasil na AABB Recife. 

       Eu jogava eventualmente, só aumentava a presença no campo nestes períodos, ia mais no clube para encontrar pessoas. Na época, meros conhecidos. 

       Por causa dos treinos os nomes começaram a se fixar em minha mente.

     Então para não ficar na solidão fui aumentando as idas à AABB. Quarta e sexta. Ia para ver gente.

      Ia para ver gente. Só para ver.

      Queria ouvir vozes e não apenas as vozes dos meus pensamentos. 

      Certa vez encontrei dois colegas aposentados conversando e bebendo cerveja. Perguntei se podia sentar. "Senta aí", e uma cadeira foi apontada para mim.

     Nesse tempo ainda pedia a minha cerveja, diferente da que eles bebiam. 

      Então comecei a vir, assinar o ponto, ouvir mais que falar.  Esses amigos eram quatro, com histórias em comum. Amigos de décadas.  Então eu ouvia, ouvia, é bom ouvi-los.

      Aquele dia para beber cerveja foi se ampliando, um compromisso de minha parte crescendo. Embora tenha faltado muitas quartas-feiras, vi a importância daquela conversa semanal.

      O tempo passou e eu fui fazendo parte daquele grupo de amigos, a ponto de minha presença e atenção serem cobradas.

      Em alguns dias, a mesa fica cheia, em outro, são apenas dois e amizade vai sendo renovada.

     E tudo isso para dizer: Ei amigos!

      Aquele abraço. Aquele abraço França, aquele abraço Joãozinho, aquele abraço Loyola!, aquele abraço Valter.

       E para não deixar o futebol de fora, até que quase dá para armar um time de society.

      Na ordem dos nomes. Vai um
volante, um atacante, um ala esquerdo, o meia-atacante e eu, o zagueiro. 

      Bem, o abraço mais apertado. Assim que começamos nossa jornada amizade, de copos cheios, um dos amigos diz: "Que minha mulher nunca fique viúva" e os copos tilintam. Aí outro saca, "que não falte..." Bem, fica o resto para outro dia.

      De nossa parte, um cheiro para nossas esposas, uma trem de humor e uma terra de amor.

      Bem, por hora é só.

     Abração, Marconi Urquiza. 

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