sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Bom dia! Um cafezinho?

    


    Se eu tivesse de ser um escritor profissional estava falido, dois dos quatro romances que escrevi levei mais de 15 anos para dar uma cara de livro pronto,  mesmo assim,  nenhuma obra de alta literatura,  muito distante de tal conceito e avaliação.

    Há muitos anos lembro com clareza quando ouvia a coluna do escritor Raimundo Carrero na Rádio CBN de Recife, quando ele explicava que se poderia criar um personagem apenas falando o que ele vestia, ou seu biotipo, algo mais simples que um perfil psicológico. Esse comentário me deu um impulso tremendo, pois vivia preso na construção de uma "alma" esplendorosa. Mas hoje sei que aquela foi uma simplificação didática no curto tempo que ele dispunha para falar de literatura.

    Aí com a maior dificuldade, falta de competência para fazer o mínimo para ter um bom personagem, eu resolvi contar "apenas" uma história.  Assim fiz e tentei fazer.

    A história feita é A Puta Rainha,  escrita 8 anos depois. A que tentei e ainda tento, é O Último Café do Coronel.

    Na maior dureza, vi que em uma história baseada em fatos reais há tantos personagens com a sua psicologia que o risco é ficar na superfície ou estereotipar.

    Comigo aconteceu as duas situações, todas as leituras prévias dos amigos apontavam tais carências, entre outras.

    Resolver tais problemas têm sido difícil,  pois ao contrário de uma ficção ou de uma história baseada em fatos reais, onde não há envolvimento emocional, resolver a psicologia dos personagens é menos difícil. 

    Mas este livro tem por base os últimos meses de vida de papai e uma ambição de explicar a formação histórica do viés político de uma comunidade. Não é um tratado de história ou de sociologia, mas uma narrativa ficcional utilizando fatos reais para criar um enredo. Me vi enredado ao longo dos anos, nas inúmeras tentativas de escrever, em emoções que me fizeram ficar emparedado e paralisado.

   A sua redação foi iniciada em 2007, mas a realidade se impôs e venho desde 2021, quando retomei a escrevê-lo, "moendo devagar", quem sabe em alguns meses ele esteja pronto e com um mínimo de qualidade, com  uma história que prenda o leitor até o final.

    Por hora é só. 

    Abração,  Marconi




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