Capa de Milena Carvalho
O ideal nesta vida
É poder filosofar
E com imaginação
Aprender e ensinar.
Jamais ficar deprimido
Em tudo buscar sentido
Ser dinâmico sem surtar.
É poder filosofar
E com imaginação
Aprender e ensinar.
Jamais ficar deprimido
Em tudo buscar sentido
Ser dinâmico sem surtar.
(Por Ademar Rafael Ferreira)
Algumas vezes fui perguntado o que eu sou nessa quadra da vida e após juntar a coragem do mundo, eu disse:
- Sou escritor.
Alguns olharam e não disseram nada, outros exclamaram:
- Sou escritor.
Alguns olharam e não disseram nada, outros exclamaram:
- Ah! Escritor! ... Hum!!!
Escritor por aqui, é como sonhar em monetizar o impossível, por isso quero compartilhar essa fascinante aventura de fazer da imaginação o dia a dia e não perder o juízo.
Há quase um ano venho adiando o lançamento do livro A Puta Rainha, sonhando com o impossível, sonhando que um editora de porte de uma Companhia das Letras se interessasse pelo livro. Não tinha ilusões, mas tinha a esperança do verbo esperar, agora estou transformando a esperança para o verbo esperançar. Resolvi agir. Meses atrás criei uma marca: Galo Prosador e ela foi contestada pelo Clube Atlético Mineiro. Desisti dela e criei outra: Prosa Books, imaginando ir além. Vamos ver o que vai dar.
Diante do dilema de me dedicar durante quatro anos ao livro e o risco de não ser lido, me vi tentado a estudar como fazer o lançamento e a sua divulgação nas redes sociais. Sou modesto nas minhas expectativas, a leitura do livro por alguns amigos deu-me a convicção que há uma boa história para o leitor, com um personagem interessante. Mais de um, na verdade.
E a divisão do livro? Em capítulos, com partes, sem partes, e a escrita, como começar o livro, as primeiras frases, como encerrar o livro. Se o cara não cuidar, fica uma viagem que se sabe como começa e não se sabe qual destino que ela vai chegar. Em suma, escrever o fim do livro: é tão difícil quanto começar.
Nessa aventura, cujo custo mais barato foi o meu tempo, foram horas de pesquisa, dinheiro gasto em alguns cursos mixurucas, horas em lives que me enganaram nas boas intenções, queriam me vender outros cursos. Achei uma consultora, que não me consultou em nada, disse o que eu já sabia. Frustrei-me com ela.
Um escritor auto publicado, é antes de tudo um belo sonhador, é por conta do seu sonho, um empreendedor em potencial. Por causa dos custos de arrumar um livro, para tê-lo pronto para o leitor apreciar, eu decidi fazer tudo sozinho. Então fui aprender, pedi socorro, gastei o couro sentado em busca de entender como deve ser um livro de qualidade.
Levei muitas horas, muitos dias para escolher a melhor tipografia, digo, a melhor e gratuita fonte e fazer a capa? Não deveria dizer, foram três meses. Três meses para acertar um esboço que me parecesse profissional, só pareceu. Mais estudo. Imitação, peguei uns dez livros com edições caprichadas por editoras de renome e fiquei olhando como ele faziam. Aprendi alguma coisa e copiei demais.
Achando que o livro estava pronto, imprimi um enorme catatau de quase 400 páginas de papel A4 e pedi para cinco amigos lerem. Depois de alguns dias, eu fui reler, estava tão ruim, mas tão ruim, que eu compreendi ligeiro que a falta de feedback era a péssima qualidade daquele texto gigantesco. Então voltei a trabalhar no livro, sabe, tive um desespero. Mas uma alma bondosa corrigiu 152 páginas e me fez entender, que tudo o que tinha imaginado precisava de muitas "vírgulas" para virar uma história apreciada.
Eita, é agora, esse agora foi em novembro do ano passado, agora vou lançar! Parei, descobri que estava cansado do livro e ele ainda não estava pronto. Ainda assim fui aprender a usar o site KDP, da empresa Amazon, para publicar como e-book. Foi só o começo.
O livro como experiência de uma boa leitura, ainda estava longe.
Tentei ser eu mesmo o revisor, o copirraite, o leitor crítico. Toda a cadeia de produção de um livro, faltou uma coisa, ser o diagramador, além de ser seu próprio editor. Capista!
Se o ser não for dotado da extrema autoconfiança ou um rematado arrogante, ele vestirá a insegurança como segunda pele. No meu caso, acho que já virou a quarta pele.
AÍ veio a pandemia, tudo que era gasto extra foi sendo reduzido e sobrou algum dinheiro no orçamento, que andava apertado. Quando vi a sobra, contratei duas professoras de português especialistas na Leitura Crítica e na revisão e copirraite. Bom, agora eu tinha o livro arrumado.
Voltei para treinar as capas, nessa altura o livro original tinha virado, três, voltou a ser um, e já tinha terminado um romance iniciado em 1999 e escrito um livro com 22 contos. Mas o dilema continuava e continua: Como promover o livro para que os leitores se interessem por ele?
É agora sair da criação de uma história para criar um plano de ação para promover o livro, ampliar meu horizonte de criador para o de empreendedor, de certo modo retornarei ao horizonte que me vestiu durante mais de 23 anos como gestor do Banco do Brasil, planejar como vencer os objetivos e executar as ações para que eles sejam superados.
Agora estou esperando o orçamento de um profissional de marketing digital, se não couber no bolso, agregarei mais uma função ao meu ofício recente de ser escritor, o de marqueteiro digital e aí incluirei na minha Bio no Instagram: escritor, capista, diagramador de livro e marqueteiro digital de livros. Como no real, a nossa unicidade como pessoa é cheia de facetas, ganharei essas de quebra.
Serei uma pessoa com um "moi" de personas. Bem, falar disso, fica para outro dia, é melhor me concentrar em D. Santinha, em Dora, no Coronel Zélio, Antônio Carlos e outros personagens que estão doidos para se apresentarem aos amados leitores.
Abração, Semana Iluminada.
Marconi Urquiza


