(*)
quinta-feira, 24 de julho de 2025
A alma apareceu ao ouvir as músicas de Luiz Gonzaga.
sexta-feira, 18 de julho de 2025
Lua Bonita
Como essa canção ficou escondida para mim tanto tempo? Comecei a me indagar, a me cutucar e, naquela mania — mania de interpretar e mania de inventar fiquei tentado a achar uma história.
Primeiro, Lua Bonita era aquela moça descia a rua Conselheiro João Alfredo com a saia rodada, com seu perfume de fulô amarela a embeleza a vida. A moça que eu e meus amigos não podíamos nem chegar perto, tudo que se tinha era a fantasia de ter um cheiro distante e a fuganda no pescoço, que nós fazíamos como se fosse nela, mas que nada, Lua passava serena, no alto de sua paixão pelo outro e não por nós.
A gente olhava para os outros rapazolas, "mas o que esse cara tem" para Lua ser tão apaixonada, todos ali pensavam, e lá vinha ela balançando seu perfume. A lindeza dela era de doer. Do homem dela, mal se via a ponta dos dentes, "que cara fechada" e o cara se divertia com aquele magote de rapazolas apaixonados por sua Lua. Pelas costas, o sorriso dele era aberto, a sua máscara era de ser sisudo. Mas ele se derretia de paixão.
De repente, descobre-se que Jorge, com quem jogávamos bola, é o amor de Lua; e manda nela com a força de uma apaixonada. "Lua tá cega, que tu vê nele?" Mas Lua só escuta os corações dos rapazolas zabubarem descompassados e olhava para cima ignorando um monte de rapazes que estavam emplumando-se, querendo que aquela beldade dissesse: Oiiii, Antonio; Oiii, Marcos; Oiii, Tito; Oiii, Benedito!. Nada, nada, nada de nos embelezar também com a sua voz, mas ela não podia nos impedir de vê-la, de ver Lua Bonita e brilhosa.
Aí um dia, Carlos, que morava em outra rua, chegou arrojado, com aquele carro enorme do pai. Quando a viu descer a rua, rodando a saia do vestido, se pôs de pé, armou o melhor sorriso, ajeitou a roupa nova, balançou o cabelo para o seu perfume se espalhar. Naquele dia, Lua estava com o vestido florido, Carlos não teve dúvida, encostou nela e disse: Quero namorar com você; Como? Me respeite, eu sou uma mulher casada. E Lua desceu a rua, enfeitando a vida dos nossos olhos.
Então um dos rapazolas, afeito à poesia, cantorolou, de início baixinho, a canção que seu avô adorava cantar, e logo depois a estrofe saiu forte e sentida, e foi assim:
Lua bonita
se tu não casada
eu preparava uma escada
Para ir no céu te beijar...
Clique no vídeo e escute a canção na voz de Zé do Norte
Lua bonita
Se tu não fosse casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te beijar
Se colasse teu frio
Com meu calor
Pedia a Nosso Senhor
Para contigo casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge num jumento
Pisando teu quilarão
Pra que casas-te
Com homem tão sisudo
Que come dorme e faz tudo
Dentro do teu coração
Lua bonita
Meu São Jorge é teu senhor
É por isso que ele vive
Pisando teu esplendor
Lua bonita
Se tu quer o meu conselho
Vai ouvir eu tô alheio
Quem te fala é o meu amor
Deixa São Jorge
No seu jubaio a montado
E vem cá para o meu lado
Pra gente viver sem dor
Composição de Zé do Norte / Zé Martins
Bem, por hora, é só.
Abração, Marconi
sexta-feira, 11 de julho de 2025
UX
Isto eu ouvi em uma entrevista de João Campos no poadcast Reconversa no You Tube. Se não fora meu interesse na satisfação do cliente no pós-venda, este aspecto da entrevista não seria lembrado. Ele repetiu várias vezes a sigla UEX, deduzo que seja algo assim: Unidade da Experiência do Cliente. De certo modo deduzi o que isto representa. Dei uma filada na internet e achei: experiência de excelência e de uma cultura centrada no cliente.
Experiência do usuário descreve o que as pessoas experimentam quando navegam por um site, utilizando um aplicativo móvel ou interagindo de alguma outra maneira com produtos ou serviços digitais da empresa.
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Jogou por uma bola
Jogou por uma bola. Quantas vezes ouvi isso com um tom discriminatório, de menosprezo, de quem foi competente em uma proposta de jogo?
Mas ontem tive que mudar de opinião ao assistir a todo o jogo do PSG e Botafogo. Quantas chances de gol teve o Botafogo, a do gol, mais uma, duas a mais?
Quantas chances o PSG teve? Perigo de gol? Várias, mas apertadas pela marcação.
Há muitos anos, Magrão, o então goleiro do Sport Recife, ao ser entrevistado sobre a derrota do time, respondeu sem subterfúgios: Eles jogaram melhor que nós. O Botafogo teve a entrega dos jogadores, a inteligência e a competência de fazer uma forma de jogo que lhe rendeu uma vitória fenomenal.
O treinador do Botafogo estudou bem o modo do time do PSG jogar, e com os jogadores para não deixar espaço ao excelente toque de bola do time francês. Uma das coisas mais interessantes, apesar do amplo domínio do PSG, o time evitou dar chutões a esmo.
Ainda mais forte, forte, a equipe do Botafogo não mudou uma vírgula do que foi combinado entre o treinador e os jogadores. Outro ponto que merece atenção, foi o respeito e não o temor, pelo adversário. Por causa disso, lembrei-me até de Sun Tzu, autor do famoso livro: A arte da guerra. Que, sem a precisão do que está no livro, leciona: quando se conhece a si mesmo e ao adversário, a vitória se desenha favoravelmente.
O que eu vi no jogo foi exatamente isso: o Botafogo estudou a fundo o PSG, teve a sabedoria de mudar o seu jogo e, para mim, jogou e ganhou por uma bola. Foi menor isso? De jeito nenhum.
Em poucos momentos durante o jogo, mesmo com as substituições, o time foi organizado para cumprir o que se propôs a fazer no jogo. Em poucos momentos, o PSG conseguiu desorganizar o Botafogo, mas o time rápido voltou a se posicionar de forma a impedir que o PSG marcasse o gol.
Vários treinadores e comentaristas disseram como é difícil e cansativo jogar sem bola. Como peladeiro, digo que é extenuante e frustrante em muitos momentos. Sobre esse aspecto, há mais um ponto que o Botafogo se preparou muito bem: o preparo mental para jogar como jogou, mantendo a concentração e evitando a frustração ao ver a bola quase sempre com o adversário.
Enfim, do jogo de ontem, se tivermos acesso ao preparo para da equipe para ele, teremos uma aula de como jogar contra um adversário com um nível técnico e sistema de jogo que detém 80% da posse de bola.
Espero que surjam análises do jogo de forma didática, para amadores como eu, possa se espelhar.
Por hora, é só.
Abração, Marconi Urquiza
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Basto, o amigo que se encantou
Ontem à noite passei um bom tempo escutando forró e o You Tube foi me passando uma enormidade de canções, especialmente de Luiz Gonzaga. Dentre as músicas a do disco Luiz Gonzaga Sertão 70 de Gonzaga, nós tínhamos em nossa casa e fazia muito tempo que não ouvia. Boca de Forno, Já vou mãe e vários outras com tons tristes. E aí pensei, Gonzagão estava em uma fase da vida triste. De minha parte lembro que 1970, das que lembro foi uma das maiores secas que puder presenciar e por causa dessa seca eu tenho uma recordação recorrente. Várias vezes lembro e lembrei-me deste episódio. A alegria de um e a inveja de outro.
Eu fui o invejoso e um amigo da escola o invejado. Era metade de 1970, a seca queimava tudo, as frentes de trabalho espalhadas por todo canto e lá na região tinha uma na Serra de São Pedro, município de Bom Conselho. Naquela tarde, finalzinho, já escuro, eu passava no calçadão da Praça Pedro II e na altura da loja A Princesa e dei de cara com o colega, todo empoeirado, dos pés a cabeça, rosto enegrecido pelo suor, pela poeira que tornava aquela parte da estrada, onde faziam melhorias, cinzenta todo o dia.
Quando ele me viu disse:
- Marconi, olha Marconi, olha! - e mostrou várias cédulas de 1 cruzeiro, verdes. Naquele instante eu senti inveja. Hoje e quando lembro do episódio e faço uma comparação relativa da vida dele e da minha na época, sinto que exagerei.
Muito anos se passou e eu e nossa família fomos cair em Barbosa Ferraz, noroeste do Paraná. Cheguei lá como gerente do Banco do Brasil. A cidade tinha uma AABB simples. Um belo minicampo gramado, um salão aberto com churrasqueira, no qual no final dos sábados ficávamos conversando após a pelada.
Quem tomava conta era Basto, voz mansa, jeito calmo, e um coração bondoso. Ele e Zefinha formavam um casal tão parecido. Calmos, bondosos. Moravam em uma casa simples, parte de madeira, parte de alvenaria. A casa dele era vizinho à AABB.
Conversa vai, conversa vem, aí ele conta a sua história. Menino havia chegado a Barbosa Ferraz com os país para trabalhar no plantio de hortelã, então o "ouro verde" daqueles tempos. 1959 e parte dos anos 1960. Ele disse que era tanta grana que não sabia com o que gastar. Que o pagamento era feito por aviões que jogava os malotes de dinheiro para pagar pelo produto.
Basto deu a entender que poderiam ter ficado aricos, mas eram pobres. Em outro momento, ele disse que havia nascido em Palmeiras dos Índios, Alagoas. Não sei se já havia dito, mas lhe informei que era de Bom Conselho, Pernambuco. Entre uma e outra, são apenas 28 quilômetros. Entre ele e eu, um mundo de diferenças de vida e que se encontraram em diáspora que a gente enfrentou em 1995. Quando no desespero, saímos procurando onde trabalhar e não ter que jogar fora 10 anos de empenho e desempenho profissional.
Estávamos com três crianças. Com 9, 6 e 3 anos. Victor, Raphael e Philip. Cida, ótima de papo e de relacionamento, fez amizade com Zefinha, amizade que perdura até hoje. Não sei precisar quando, Basto e Zefinha começaram a tomar conta dos nossos filhos. Eles ficavam na casa deles, ora em nossa casa, quando, pelos compromissos profissionais eu e Cida tínhamos que nos ausentar por algumas horas. A afeição era tanta que um dos filhos a tinha como segunda mãe.
Chegou a hora de ir embora. A empresa exigia que gerentes tivessem curso superior, e tive que retomar os estudos em uma faculdade de Cianorte, e fui gerenciar a agência de Terra Boa e saí de Barbosa Ferraz. Sabe aquela sensação de luto, que havia deixado para trás pessoas muito queridas. Foi o que me acompanhou durante muito tempo.
O tempo passou, voltamos para o Nordeste, e em 2019, 16 anos após a nossa saída do Paraná, fomos ao casamento da filha de outro casal amigo. Sérgio e Maris. E em uma tarde fomos visitar Basto e Zefinha. Quando chegamos ele estava só, Zefinha tinha ido ao cemitério cuidar do túmulo de familiares. Conversamos um pouco, tomei um cafezinho, o que ele sempre oferecia. Disse-me que estava muito doente, e seu semblante era de tristeza. Logo depois, Cida chegou, pois tínhamos que voltar para Araruna, era final da tarde, e havia outra uma visita, a Madalena, também de Barbosa Ferraz, que estava convalescendo de uma cirurgia na casa da mãe em Quinta do Sol. Tudo muito rápido.
Basto e Zefinha, Adão e Madadela, eram nossos amigos, um convívio leve e que fazíamos nos sentir em casa naquelas paragem distante de nossa família.
Tempo depois, prometi a mim mesmo que voltaria para fazer uma visita demorada a Barbosa Ferraz, já foram 6 anos e Basto já se encantou. Ficou a lembrança daquele sorriso doce, tranquilo e de uma enorme boa vontade conosco. Um enorme coração bondoso.
Bem, por hora é só.
Abração, Marconi.
sexta-feira, 6 de junho de 2025
Leitura do jogo - da vida também.
Com a vinda de Carlo Ancelotti para treinar a seleção brasileira, o astral do futebol, na mídia, no time e nos torcedores, se encheram de otimismo. "Mudou o astral", foi a afirmação mais comum ouvida ao longo da semana. Fui um daqueles que arriscaram minhas palavras "abalizadas", como um antigo comentarista, Luis Cavalcante, de voz impostada, era chamado a opinar na Rádio Jornal do Comércio, do Recife. Pois bem, começando pelos jogadores, que, creio, os veem com mais respeito que os treinadores brasileiros, e sem a vivência e histórico de títulos que possui Carlo Ancelotti.
Mas, até quando vai a boa vontade e esse otimismo com o novo treinador da Seleção Brasileira? Nesse oceano que se vive no Brasil, só se veem coisas negativas e críticas para desacreditar as pessoas, neste "inferno astral" que só enxerga as coisas ruins, mesmo que não sejam de fato.
Lembrei-me da onda otimista que encheu Recife e Pernambuco com o Recife Alto Astral nos anos 1990. Foi uma ação do prefeito e depois governador Jarbas Vasconcelos. Um chamado à população que despertou nos espíritos uma enorme vontade de ser feliz. Bem que poderíamos ser como Ariano Suassuna: realista esperançoso. Trazendo na alma a esperança ativa que Paulo Freire, a esperança do verbo esperançar para construir, ir atrás, juntar-se aos outros para fazer de outro modo.
Quando é para insuflar o lado do ego negativo, temos centenas de líderes e influenciadores; quando é para mover as pessoas para o bem, são raros. As suas vozes se perdem no meio da multidão que planta, aduba, aduba, aduba e rega o pessimismo e as coisas negativas.
Torço que Carlo Ancelotti resista aos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira sem que surja um tsunami de críticas e desconstrução de sua história de sucesso, de sua biografia, que tende a usar a incapacidade de refletir por si, que muitos têm por falta de informação, por não ter acesso a ela, por não ter hábito, por ter a mente embotada por vozes que robotizam os nossos corações.
Bem, queria escrever sobre uma nova percepção, experiência, um novo aprendizado. Vou falar de dois: um que vem sendo intenso, mas que começou há pelo menos 3 anos, e o outro, de uma vida inteira, especialmente nos últimos 20 anos.
Primeiro, quero trazer um contexto. Quanto criança e adolescente fui sempre muito curioso, ainda criança vivia a perguntar coisas que adultos não gostam de falar; quando adolescente fui nos livros buscar algumas respostas. Me ocorreu agora lembrar que eu tinha uma enorme curiosidade pelas meninas da minha rua; os livros me diziam como eram corpos femininos, mas não suas almas, e eu tinha uma enorme curiosidade de saber sobre o que elas conversavam. Sem esse acesso, comecei a ler matérias escritas por jornalistas femininas. Não vou dizer que adquiri uma compreensão plena, mas arranhei a minha curiosidade.
O contexto é que essa curiosidade em geral, que me acompanha desde então, em que fico observando, observando, interpretando e guardando o que penso e o que acho que compreendi na maior parte do tempo.
Há alguns anos, por necessidade, comecei a interessar-me pelo marketing digital, um mutante que altera a forma a cada dia. Todo dia são testados elementos de divulgação: memes, fakes, vídeos, falas, demonstrações professorais, piadas, notícias sérias e por aí vai.
Em uma dessas tentativas de divulgar o romance Decisão de Matar fui mexer no aplicativo Canva. De tanto mexer, desisti. A divulgação deste romance foi ínfima e a sua leitura um fracasso. Mas disso, aprendi noções.
Nas últimas três semanas, encontrei uma forma de trabalhar a divulgação do próximo lançamento, O último café do Coronel. Depois de desembolsar muita grana na produção do livro, desisti de gastar e fui fazer o básico de um autodidata: a imitação. Resgatei partes de aulas sobre planejamento geral e comecei a tentar criar peças publicitárias, com base no que fazem duas grandes editoras. Algumas já estão prontas, carecem de revisão e opinião para saber se serão atrativas e não estragam o livro levando spoilers.
Vamos retomar ao futebol. Um aprendizado de uma vida inteira. Primeiro, aprendi a jogar futebol; eu era um grosso imenso, tanto em tamanho quanto em ruindade. Fui observando jogadores profissionais, treinando e jogando peladas até aprender a dominar a bola e me posicionar em campo. Com este básico, com o fôlego em dia, não faço feio.
A partir de 2003, por cerca de dois anos, comecei a estudar futebol; comprei e li pelo menos uns dez livros e dois blogs que forneciam informações sobre táticas e treinamentos de futebol. Nessa época, aprendi a observar jogos de futebol e, ao mesmo tempo, atuei como comentarista na Rádio Integração de Surubim, o que me permitiu aprofundar minhas observações. Engraçado e ruim para mim, que gosto muito de futebol, é que perdi aquele gosto de ver jogos, especialmente quando estão ruins, e mudo logo de canal.
Digamos que consegui perceber nuances de uma partida de futebol, que é feito por pessoas e suas emoções. Veja o que está acontecendo no momento com o Sport Recife. Não é qualidade técnica que falta àqueles atletas; falta-lhes um ambiente emocionalmente sadio.
Vamos ao futebol amador. Nas últimas três jornadas de futebol dos jogos dos aposentados do Banco do Brasil, estive na reserva. Nas nove partidas em que participei, joguei apenas 10 minutos, então passei muito tempo observando, ou seja, olhando, só assistindo aos amigos jogando. Mas algo me ocorreu neste ano: comecei a ter uma percepção, percepção que veio naturalmente, por um espírito observador. Comecei a fazer uma leitura do jogo à beira do campo.
Mas foi agora em São Luís (MA) que me dei conta da enormidadade que é perceber o jogo enquanto ele se desenrola, quando ele é jogado, quando o time se desequilibra e quando e como o adversário está jogando. Isto veio naturalmente; se estivesse em campo, teria sido muito difícil perceber isso. Talvez por esta razão, alguns cronistas comentam que há treinadores excelentes nos treinos e sofríveis no jogo. Existem outros que são ótimos durante o jogo, mas não tão bons nos treinos. Mas tudo isso passa lá pelo começo desta crônica: o jogador acredita nas palavras do técnico? Isso é crucial. Aliás, para qualquer liderança.
É esta a força do Carlo Ancelotti. Segundo as minhas leituras, dizem que ele é bom de vestiário. Isto pode indicar que ele sabe conversar com seus atletas.
Por hoje é encerro estas digressões.
Abração, Marconi Urquiza.
OS LIVROS:
Caso a curiosidade aumente, estes são dois livros que mas me encantaram na fase de estudo sobre o futebol:
sexta-feira, 30 de maio de 2025
Corrida - O esporte da alegria
Há poucos anos, venho acompanhando à distância a corrida. Cida vem participando ativamente deste esporte.
No início, eu apenas observava ela se arrumar e só estive presente nas corridas do evento CINFAABB.
Estivemos em Balneário Camburiú, Palmas, Maceió, Fortaleza, São Luís; duas vezes.
No último sábado saímos do hotel às seis horas para o ponto de partida/chegada, a AABB São Luís.
Ela, ao chegar, como os demais corredores foram se confraternizando, tirando muitas fotografias, depois veio o alongamento coletivo.
Tudo feito com uma alegria imensa; até mesmo aquelas pessoas com perfil hipercompetitivo entraram nesse espírito alegre.
Aí chegou a hora da largada. Primeiro, os homens; depois, as mulheres; e, por último,l último os corredores 80+.
Saí da retaguarda e me coloquei no trajeto de saída da corrida.
Um pouco antes de começar a contagem regressiva, observei os corredores concentrados, e então a contagem para a largada começou, a voz do locutor sendo acompanhada pelo coral das atletas.
Ao mesmo tempo em que as vozes cantavam os números, o balé das mãos erguidas enfeitava aquela manhã.
Soou o som da largada, mais duas se seguiram.
Vamos saltar desse make-off para a chegada. Fiquei observando os corredores e as corredoras chegando, muitos, cansado; outros, extenuados, mas, à medida que foram recuperando o fôlego, a alegria foi voltando.
Talvez, com raras exceções, poucas pessoas que estavam ali poderiam ter ficado tristes com o próprio desempenho. A maioria se sente vitoriosa por correr e por superar a distância da corrida.
Não conheço esporte que proporcione essa elevação da autoestima aos seus participantes. E não é um fenômeno particular, é geral.
De minha parte, parabéns aos que superam a si mesmos ao se transformarem em corredoras e corredores.
Hora do vídeo:
Abração, Marconi Urquiza.
Existimos: A que será que se destina?
Viktor Frankl Começou, começou, começou aquilo que muitos refugam, mas têm uma apaixonada, apaixonada reação ao ouvir opiniões c...
-
Por Djalma Xavier. Pra começo de conversa, trago dois personagens que tem algo a nos ensinar e ilustram bem as questões principais...
-
Sábado passado me larguei de Recife no meio da tarde e fui a Bom Conselho. (284 km). Fui por que o amigo Antiógenes me incluiu e...
-
Ontem o amigo Loyola se foi. Há alguns meses descobriu um tumor no pâncreas. Ao saber da notícia, no início da noite, de sua...
