Faz praticamente 8 semanas semanas que quebro a cabeça para organizar o lançamento do livro O Último Café do Coronel.
Depois de mais de cem tentativas dei por concluída a capa. Hoje tenho dúvida.
Capa desenhada. Pera aí!
Antes disso em dezembro passado contratei pelo Instagram uma empresa para sugerir uma capa, revisar e diagramar o livro, paguei e a empresa quebrou. Não fez o serviço. Tinha 90 dias para fazer. Já estava no final de abril. Por ter em mente uma data para lançar o livro, corri. Contratei uma profissional para revisão e diagramação.
20 dias depois recebi a revisão. Sem combinar comigo, a revisora e copydesk mexeu na divisão do livro e nos diálogos. Não prejudicando a compreensão, mas o estilo que tenho tentado para o romance. Refiz algumas partes e fui cuidar da diagramação, que também teve alterações sem conversar comigo.
Vou abrir um espaço aqui para uma percepção. Nos serviços digitais, contato apenas pelo WhatsApp, a compreensão do que o contrante deseja e quem vai executar o serviço frequentemente é ruim. São linguagem diferente, quase como um dialeto. Quem está do lado de cá não consegue expressar tudo o que deseja, quando sabe o que quer em detalhes? O mais frequente é o leigo fala de um jeito, o experto não entende, ou não explora adequadamente a mensagem recebida. Em resumo, o serviço não sai como se deseja e criam-se chateações.
Voltando para a história, aí recebi o livro diagramado, achei que deveria ir em frente. Preparar a divulgação e o lançamento. Aqui estou nesta etapa, um quase copiar e colar em busca de ideias para divulgar o livro nas redes sociais.
Ando consultando o que as editoras grandes fazem, rabiscando em busca de um estalo que me dê a sensação que aquele será um bom caminho. É neste momento em que me encontro. Com o prazo que me dei para lançar correndo feito um cavalo desembestado ladeira abaixo: 13 de agosto de 2024. Já começo a sentir como "meu chefe" tivesse minuto a minuto me pressionando. "Vai meu filho!"
Antes de encerrar, teimava em admitir que em vez de um livro, eu tinha outra coisa. Livro ao qual me dediquei 4 anos de forma intensa, e desde 2007 para quando o título do livro colou no meu coração e eu comecei a escrevê-lo.
Pois bem, em vez de um livro, "eu tenho um produto". PRODUTO. Pode ser que o vendo assim destrave a percepção do que fazer para conquistar leitores. Ontem meu filho Victor sugeriu, vá atrás dos influenciadores digitais para viralizar. É fazer o produto ser um viral. O LIVRO ser viral, a história viralarizar.
Bem, vou compartilhar uma parte romance em que o coronel Jacó chegou à sua antiga casa.
Aqui e ali levava uma delas (netas) para
passear na fazenda. Mostrava os animais, os seus cavalos de raça eram a sua
predileção. Nesses passeios ele dizia: “Venha menina, vem olhar e sentir o
cheiro da flor de café.” Na época das floradas do café, ele dava um jeito de
transformar algumas flores no perfume de Água de Colônia.
Essas lembranças o fizeram sorrir e ele
começou a se balançar na cadeira de madeira clara.
Por hoje, é só.
Abração, Marconi Urquiza

Mestre Marconi,
ResponderExcluirFernando Sabino já dizia o seguinte, sobre o trabalho do escritor:
"O duro ofício de escritor.
Para mim, o ato de escrever é muito difícil e penoso, tenho sempre de corrigir e reescrever várias vezes. Basta dizer, como exemplo, que escrevi 1.100 páginas datilografadas para fazer um romance, no qual aproveitei pouco mais de 300."
Vejo que além da escrita, existem outras etapas a serem superadas. Mas no final, será muito gratificante saber que o menino foi bem criado e dará bons frutos.
Avante com garra e determinação.🤝
Amigo, Oceano. Grande abraço. Às vezes na escrita a dúvida paira e paramos, outras vezes vemos os excessos, que só cortaremos bem depois. Outras vezes, como em O Último Café do Coronel, foi preciso reescrever todinho para trazer emoção. Quando pensei ter concluído um amigo sugeriu "dar um jeito em um personagem", fui escrever, outro dia, já há muito tempo, senti que o capítulo final não era o que pensava, um mente espiritual me presentou com este capítulo, o que para mim deu uma liga enorme em toda a escrita. As outras etapas exigem tanto zelo quanto se tem ao escrever um livro. Nos outros livros apanhei e os livros foram mais um que ficaram no limbo. Muito obrigado pelos seus ótimos comentários. Abração.
ExcluirSucesso meu amigo. Sei destas dificuldades. Nada é fácil neste universo.
ResponderExcluirAmigo Ademar, digo com frequência. Escrever não é facil, difícil é vender.
ExcluirHá bastante tempo venho acompanhando a Saga que tem sido a produção do livro " O Último Café do Coronel". O amigo Marconi tem transpirado muito pra criança nascer. Aquela historia de 1% de Inspiração e 99% de transpiração se aplica bem aqui. Sou privilegiado pois li o livro no "prelo" e posso afirmar que valeu muito o esforço do autor e vale muito a pena ser lido. Uma ultima sugestao a @Marconi Urquiza Bb: O capitulo final do personagem Jaime Guerra, poderia ser classificado como um Epílogo; ou, como no cinema, "Cenas pós créditos".
ResponderExcluirAmigo Djalma, o destino do personagem Jaime Guerra está ali perto, entre o finalmente e o fim.
ExcluirEm tempo. Muito obrigado por ter lido o livro e dado a valiosa contribuição para amarrar a narrativa com o personagem Jaime Guerra. Ficou arretado.
ExcluirBom dilema Marconi. A obra pronta, a homenagem feita, a maior parte do caminho trilhado e, com certeza, o lançamento brilhante.
ResponderExcluirAmigo. Obrigado pelo estímulo.
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