Jogou por uma bola. Quantas vezes ouvi isso com um tom discriminatório, de menosprezo, de quem foi competente em uma proposta de jogo?
Mas ontem tive que mudar de opinião ao assistir a todo o jogo do PSG e Botafogo. Quantas chances de gol teve o Botafogo, a do gol, mais uma, duas a mais?
Quantas chances o PSG teve? Perigo de gol? Várias, mas apertadas pela marcação.
Há muitos anos, Magrão, o então goleiro do Sport Recife, ao ser entrevistado sobre a derrota do time, respondeu sem subterfúgios: Eles jogaram melhor que nós. O Botafogo teve a entrega dos jogadores, a inteligência e a competência de fazer uma forma de jogo que lhe rendeu uma vitória fenomenal.
O treinador do Botafogo estudou bem o modo do time do PSG jogar, e com os jogadores para não deixar espaço ao excelente toque de bola do time francês. Uma das coisas mais interessantes, apesar do amplo domínio do PSG, o time evitou dar chutões a esmo.
Ainda mais forte, forte, a equipe do Botafogo não mudou uma vírgula do que foi combinado entre o treinador e os jogadores. Outro ponto que merece atenção, foi o respeito e não o temor, pelo adversário. Por causa disso, lembrei-me até de Sun Tzu, autor do famoso livro: A arte da guerra. Que, sem a precisão do que está no livro, leciona: quando se conhece a si mesmo e ao adversário, a vitória se desenha favoravelmente.
O que eu vi no jogo foi exatamente isso: o Botafogo estudou a fundo o PSG, teve a sabedoria de mudar o seu jogo e, para mim, jogou e ganhou por uma bola. Foi menor isso? De jeito nenhum.
Em poucos momentos durante o jogo, mesmo com as substituições, o time foi organizado para cumprir o que se propôs a fazer no jogo. Em poucos momentos, o PSG conseguiu desorganizar o Botafogo, mas o time rápido voltou a se posicionar de forma a impedir que o PSG marcasse o gol.
Vários treinadores e comentaristas disseram como é difícil e cansativo jogar sem bola. Como peladeiro, digo que é extenuante e frustrante em muitos momentos. Sobre esse aspecto, há mais um ponto que o Botafogo se preparou muito bem: o preparo mental para jogar como jogou, mantendo a concentração e evitando a frustração ao ver a bola quase sempre com o adversário.
Enfim, do jogo de ontem, se tivermos acesso ao preparo para da equipe para ele, teremos uma aula de como jogar contra um adversário com um nível técnico e sistema de jogo que detém 80% da posse de bola.
Espero que surjam análises do jogo de forma didática, para amadores como eu, possa se espelhar.
Por hora, é só.
Abração, Marconi Urquiza
Valeu Marconi pela análise.
ResponderExcluirNão entendo muito das regras do futebol, não assisto uma partida por completo, sou impaciente. Mas admiro os conhecedores, admiradores e aqueles que participam dos jogos, e apreciam cada jogada, analisando as técnicas adotadas.
Eu fico com a frase de Neném Prancha que dizia:
"Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende."
Contudo, na vida real, precisamos de preparo emocional para administrar os desafios apresentados e aproveitar as oportunidades que surjam, e vencer por uma jogada. Afinal, no jogo da vida, só perde quem desiste.
Abração e vamos que vamos!
Grande Oceano, muito obrigado pelo seu comentário.
ExcluirÓtima análise, amigo Marconi!👏
ResponderExcluirGrande Zé Carlos. Muito obrigado.
ExcluirSaber jogar sob pressão é uma das habilidades que faltam em diversos momentos. Nem oito nem oitenta, no limite certo. Isto fez o time da Estrela Solitária.
ResponderExcluirGrande Ademar. Foi mesmo. Muito obrigado pelo comentário.,
ExcluirParabéns, amigo Marconi! Embora futebol não seja mais um esporte que eu aprecie, seu comentário prendeu minha atenção. Consegui quase que imaginar o que aconteceu no jogo e a tática usada pelo Botafogo. Só precisou de um gol. Só de uma bola, como você descreveu, para ganhar.
ResponderExcluirMas, sou como o Oceano. Ou melhor, sou pior!!!... (eita trocadilho infame...). Não tenho mais paciência para assistir, nem TV, quanto mais, futebol. Um pouco por falta de tempo, outro tanto, por falta de paciência. Mas não perco suas crônicas, por nada. Que venha a próxima!
Grande Brandão. O maior cronista que conheço ao pontuar as suas opiniões.
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