Depois de mais de 20 anos sem saber seu destino, se já foi ou estar espalhando seu Jovinho! Jovinho acompanhando pelo sorriso e um vozeirão forte e propositalmente alto para que todos os ouçam assim se apresentava.
Não há uma explicação lógica para ele voltar às minhas recordações, esse viés de saudade. Uma carência de um tipo de bom humor espontâneo? Uma carência de uma pessoa que parecia carregar em si a alegria de ser ele mesmo?
"Por que o Senhor tem esse nome?" A curiosidade havia chegado. Eu era comerciante em Cianorte, comprovava e vendia mamona, então fiquei conhecido por Chico da Mamona, depois de muitos anos assim, ganhei esse sobrenome, hoje sou Chico Mamona.
Ele tinha duas fazendas pequenas de soja, uma Araruna e outra em Tapejara, ambas no Paraná.
Um dia ele apareceu na agência do Banco do Brasil de Araruna (PR) e convidou um monte gente para um churrasco em Tapejara. Depois vim saber que ele dava essa festa anualmente após a colheita da soja. Se a lembrança estiver correta, era no dia do seu aniversário.
Depois não o vi mais, vez por lembrava dele por causa da insistência em que pagar o custeio agrícola em dinheiro vivo. "Não seu Chico, tem que depositar na sua conta." Jovinho, Jovinho, é, é, éeeeeee em dinheeeeeiro!
Recordar isso nos divertia, depois a lembrança voltava para aquela parte da mente que só quando provocada, mas agora foi diferente, veio espontânea.
Bem, seu Chico Mamona, um grande abraço onde quer que esteja.
Bom dia, Jovinho!
"Bom dia, seu Chico Mamona! Sente aqui."
Por hoje, é o que tenho.
Abração, Marconi.
PS:
Seu Chico Mamona se despediu em 2019. "Francisco Nizo".

Em nosso caminho Deus vai soltando "anjos" em forma de gente, Seu Chico é um deles. Parabéns amigo, citar pessoas com estas características é gesto de nobreza.
ResponderExcluirLembro de ter feito uma CPR pra ele.
ResponderExcluirHá pessoas que tem uma energia, uma alegria contagiante! São inesquecíveis, como se pode ver na sua cronica. Mudam-se os anos, mudam-se as pessoas de lugar, mas a lembrança de seu carisma não muda, fica registrado na memória. Grande abraço, Marconi!
ResponderExcluirGrande Marconi, sua crônica nos faz lembrar que, em um mundo de algoritmos e contatos frios, o que a gente realmente guarda na memória não são os relatórios, mas as histórias colhidas em cada cidade visitada.
ResponderExcluirDas raízes de Pernambuco aos confins dos rincões do Amazonas, cruzando as terras do Paraná até o abraço do retorno ao lar, as andanças pelo Banco ensinaram: o que fica mesmo é o barulho de um vozeirão que preenche a agência e o cheiro de jasmim de quem sabe ser feliz sem pedir licença.
Um viva ao seu Chico, cujas risadas continuam ecoando pela eternidade.
Simbora, viver, recordar, reciclar e continuar nossa jornada com boas risadas e as boas histórias vividas e as que iremos viver.
Um brinde à vida!🍻🍾🥂🎼
Em nossas andanças por esse pais, como funcionários do Banco, deparamo-nos com muitas pessoas, que nos marcaram de alguma forma. Lembro de um comerciante, de Rondon do Pará, que fazia compras em Anápolis (GO), para abastecer seu pequeno mercado, e percorria de carro a Belém-Brasilia.
ResponderExcluirQuando fui transferido para o antigo "DESED", em Brasília, ele fez questão de nos levar. Disse que se sentiria "ofendido" se não aceitássemos. "Pelejei" para lembrar o nome dele, mas minha memória falhou. Tinha como característica ser bem discreto, diferentemente do sr. Chico Mamona.