sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Você sabe quem é?



        É uma fofoca. 

        Você já viu um amigo, amigo de carnavais, compadres, provocar a morte do outro?
        
        Pois bem, sei onde tem.

        Mas antes, uma pequena história. 
        
        Foi quando ouvi que o terceiro leitor colocou para um amigo as suas dúvidas sobre o mesmo assunto. Demorei a entender este viés da leitura do livro, foi isto que me motivou escrever esta crônica.  

         Então, qual é livro que atiçou essa curiosidade?

         Sabe, três leitores que conhecem diretamente o autor do livro e conheciam os acontecimentos que foram narrados na história, o outro conhecia um amigo que o apresentou ao livro e à história nele narrada. Certos detalhes, certos tons, certos aspectos, certas nuances daquela história que o tempo já tinha feito o seu papel; apagá-la da memória coletiva da cidade; ela foi reavivada e colocada dentro da memória disponível para quem quiser conhecê-la. 

          Antes do lançamento do livro, que fez um ano, em certo instante, surgiu a ideia e a ambição de levar aquela narrativa para os professores de História de Bom Conselho, para que aqueles fatos chegassem aos mais jovens e diante deles fossem lhe apresentados uma parte da história de sua cidade. Que alguns tivessem a curiosidade de saberem sobre pessoas de lá. Quem sabem próximas dos seus avós? 

        Saberem sobre muitas pessoas, acontecimento, cultura, modos de ver o mundo. Até conhecer o modo brutal de fazer campanhas políticas e no geral, a própria política, além de uma cultura que tinha a violência como ferramenta de afirmação de poder.

         Mas essa ambição se encerrou ainda no pensamento. Nem calcei as velhas sandálias, fiquei descalço.

         De toda forma, o livro cumpriu a missão de ter um registro de uma história esquecida, essa história que é um resgate romanceado de um tempo, que se inicia em 1911 e corre por mais de 100 anos, mais de UM SÉCULO, que é, ao mesmo tempo, profundo nas dores, medos, raivas, ambições e sentimentos de todos os principais personagens. Também trás o surgimento de uma cultura de poder. Isto está nas suas páginas. Não sumirá em muitos anos.

         Mas, um mês atrás, me encontrei com Rodolfo Guedes e seu irmão na Ilha do Retiro, estádio do Sport Recife. O papo logo avançou para o livro e ele disse: Eu e Otávio estivemos conversando sobre quem era quem dos personagens do livro. Fiquei contente e surpreso, não esperava por isso. Mas ficou só nisso para mim, apenas como comentário. Um detalhe pequeno que poderia ter uma dimensão maior.

         Neste dia de Finados, foi a vez de nos encontrar com André Camboim e a conversa foi muito parecida com a de Rodolfo, desta vez o interlucor de André foi Fernando e o assunto o mesmo: Quem são os personagens na vida real?

         Nas duas ocasiões preferi não falar, apenas confirmei que Mário foi papai.

          É que durante toda a escrita do livro tive a preocupação de não estereotipar essas personagens, de me inspirar nelas, nos fatos e circunstâncias desde 1911, mas especialmente de 1976 e de 1982, este, de modo preponderante.

        Procurei me ater aos fatos que conhecia e criar a história ligando esses fatos. O meu maior cuidado foi evitar juízo de valor.  Contar sem julgar. 

        Arrisquei trazer sentimentos inspirados de alguns que convivi, e da maioria, dos que conhecia publicamente.

        De segunda-feira até ontem a mente parecia em loop, o pensamento se repetindo constantemente a respeito dessa curiosidade: Quem é quem daqueles personagens, escritos com nomes diversos do de batismo.

         Então: 

         Quantos mais leitores estão com a mesma curiosidade?

        Olhe, conterrâneo jovem ou com mais idade, que mal ouviu falar daquele 1982 ou, contemporâneo dos acontecimentos, ou que tem em si a essência de querer conhecer mais, aquele desejo de saber e ter suas próprias respostas, só sugiro uma coisa.

        Leia o livro;

        Leia o livro;

        conheça a história de Bom Conselho; converse com seu pai; seu avô; com seus amigos, "pergunte à sua professora, ao seu professor de História, de Ciências Sociais, pergunte à professora mais amiga, ao professor mais amigo". Pergunte.

        "Pergunte assim, você conhece a história que O ULTIMO CAFÉ DO CORONEL narra?" 

        Se não souber, não tem nada demais, ninguém sabe tudo. Convide para ler e buscarem saber quem é quem na história narrada nele.  (Livro: Disponível na Amazon)

        Pois bem: 
        a prosa é fácil, a linguagem do livro é simples, sem palavras difíceis, com frases diretas e que todos entenderam na primeira leitura.  

        É só ler. 

        É só ler. 

        Tem dificuldade para ler? 

        Coloque essa meta para você: VOU LER 10 páginas por dia. 

        Garanto que em menos menos de um mês. Menos de um mês. 

        "Apenas 10 páginas por dia." 

        Com 10 páginas por dia" você terá assunto para contar e principalmente, terá assunto para um mês junto aos seus amigos.

        Depois me conte. 

        Comente por aqui, no direct, terei o maior prazer em responder. @marconiurquiza (Instagram).

        Mais um pedido, "se gostaram, indiquem esse link desta crônica para mais pessoas."


       Bem, por hora, é só. 
       Marconi Urquiza. 

Um comentário:

  1. Valeu Marconi!
    Muito legal a forma como você mostra que ler também é uma maneira de conhecer nossas raízes, resgatar histórias e aproximar gerações.

    Bacana essa ideia de incentivar a conversa com pais, avós e professores, valorizando a história e a memória de Bom Conselho.
    Bem lembrado que a leitura acaba sendo muito mais do que conhecer um livro: é trocar ideias, despertar lembranças e aproximar pessoas.

    Parabéns pela crônica e pela iniciativa. Um convite simples, direto e objetivo: *"Tem dificuldade para ler?*
    *Coloque essa meta para você: VOU LER 10 páginas por dia."*

    Simbora viajar pelo mundo das letras e mergulhar no universo das diversas literaturas com uma boa leitura.

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