sexta-feira, 14 de março de 2025

Em quase 4 anos

           

Ontem foi um dia para chamar a atenção por muito tempo. Em quase quatro anos que gerencio uma nano empresa, hoje micro, que ela deu prejuízo em um mês. 
     Passamos 2024 em expansão, usufruindo de ter mais um funcionário. O que permitiu mais atendimento, aproveitar as oportunidades de clientes com urgência e atendimento de demandas grandes, como das empresas, em pouco tempo.
     Em fevereiro deste ano um funcionário entrou em férias. Por experiência empírica é mês de menor demanda. Algo inesperado, por que não se repetiu nos anos anteriores foi a enorme intensidade das chuvas que provocaram cancelamento e adiamento de serviços. Também perdemos muitos oportunidades por ter apenas um funcionário trabalhando. A minha percepção falhou.
     Quando o contador informou o faturamento de fevereiro eu parei alguns minutos e logo prossegui nas atividades.
     À noite não pensei muito no assunto, só agora pela madrugada. 
     Algumas vezes leio ou ouço que alguma empresa grande deu prejuízo, creio que empresas desse porte tenha uma enorme resiliência. 
      Em relação a isto, há muito tempo, penso e às vezes comento com algum amigo, fiz até com funcionário, nos seguintes termos: "somos uma empresa frágil, muito frágil."  Qualquer espirro abala a saúde da empresa. Quatro espirros consecutivos é capaz de nos levar à UTI.
     Tirando a despesa corrente com materiais, qualquer investimento é fundamental ser criterioso, ter a cautela como o primeiro mandamento, ter a convicção que dará certo, pois não temos margem para errar e nos recuperar.
     Passamos um tempo até perceber que termos mais um funcionário seria benefíco para nosso atendimento. 
    Em fevereiro esse funcionário a mais faltou, como está em falta em março, já que o que estava em férias pediu desligamento.
     Vamos começar novo processo de seleção, treinamento, descobrir se a pessoa quer mesmo o serviço, se vai dar certo.
     Aquele sinal vermelho do faturamento baixo trouxe outras preocupações, entre elas manter viva a percepção que o nosso carro é um pequeno hatch, quase analógico, e não uma Ferrari com seu enorme valor individual e de mercado.
     O que talvez nos diferencie das outras empresas e profissionais do ramo é a preocupação que a próxima compra pode demorar 1 ano e meio, 2 anos, e que é provável que não tenhamos chance de atender com excelência outra vez e que o boca a boca, de uma cliente satisfeita, pode criar uma leva de cliente para o futuro.

Na RA Serviços de Limpeza alguns dias é preciso vender o almoço para comer no jantar. 

Por hora é só. Abração. 

Marconi Urquiza

Em tempo:
- Nunca fui empreendedor até começar a cuidar desse negócio, muito diferente de ser gerente, embora gerenciar faz parte dessa atividade em uma empresa tão pequena.

3 comentários:

  1. Amigo Marconi, Parabéns pela Crônica. Esse "Malabarismo com Pratos" estamos tentando aperfeiçoar, também.

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  2. Nobre Marconi, sua crônica retrata a realidade de milhões de brasileiros que empreendem e matam um leão a cada dia, sob pena de ser engolido. Ainda bem que para você, este empreendimento é um hobby.
    A arte e o malabarismo para manter os *negócios em pé* é um grande desafio. Cuide do principal negócio, pois este pode trazer sérios prejuízos emocionais, pois sem o parquinho em dia, os sonhos viram pesadelo.🤣
    Ricardo Nantes, fala que:
    Empreender não é algo que se aprende em livros, é pura experiência... é a arte de transformar caminhos, para realizar sonhos.
    Simbora, prá riba pro topo, pro alto.🤝

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  3. Marconi, temos que ter propósitos em todos os momentos da nossa vida, o que você bem demonstra em sua crônica de hoje com muita sinceridade e transparência.
    A sua analogia (ou metáfora) na comparação do “pequeno hatch” versus a “Ferrari,” ilustra significativamente a diferença e a estrutura entre empresas menores e grandes corporações, porém cada uma tem os seus desafios em sua gestão, a segunda pode até ser mais complexa, mas eu não entraria no mérito de qual é mais desafiadora.
    Você nos faz lembrar uma velha fórmula do sucesso, que é o “boca a boca,” hoje potencializada pelas redes sociais, o que também, de uma hora para outra, pode destruir qualquer negócio.
    A sua crônica de hoje não está meramente compartilhando conosco uma experiência e dificuldade empreendedora, mas sim nos demonstrando e ensinando sobre resiliência e aprendizado na gestão de um negócio.
    Desejo que a RA Serviços de Limpeza retorne ao campo superavitário e tenha muito sucesso.

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