Pensei horas, horas. Pensei com vagar mais horas. O que faz uma equipe de futebol perder de 1x 0 no primeiro jogo e na partida seguinte ser derrotado por 4x0. Com falhas individuais evidentes, claras, e facilmente particularizadas, e depois desabar.
Quase como uma unanimidade, as análises são que nosso time é fraco, sem talento, sem resolutividade. Tem que ter reforço. Uma das soluções mais reivindicadas.
Precisar, precisa. É solução? É também, mas não é milagre. Isto levou a lembrar do escritor e professor Robert F. Mager, que em um dos seus livros lencionou que o pensamento imediato que treinar funcionário de baixo rendimento não é solução milagrosa para melhorar o seu desempenho e que é preciso ir mais além. Sinto a mesma coisa quando se fala em reforço.
Por que perdemos de 2x0, 6x0, 4x0, 1x0? Ou na ordem de realização dos jogos: 1x0; 4x0, 6x0; 2x0.
Onde estava a alma?
Não estava no campo, no banco, no papo. Não estava em canto nenhuma, muitos pensaram.
E os treinos, alguns bem sucedidos, geraram uma confiança exagerada ou irreal?
Por outro, foi como tivesse ocorrido a quebra do frágil gelo de um lago que parecia congelado, como se os jogadores tivessem afundado em alguma crença que estavam em um time "bom, entrosado". Na primeira rachadura, o lago se liquifez.
De repente, será? De repente, será? Será que de repente aquela toda importância prévia aos jogos oficiais se esfarelou?
Então, não tenho nenhuma certeza, mas muito questões a refletir e apenas uma convicção: "jogo é jogo, treino é treino".
Uma partida de competição não é pelada, no jogo competitivo há outras competências, outros cuidados e cobra a compreensão que o jogo de futebol competitivo, mesmo amador e de veteranos, exige um bocado de conhecimento que só jogar pelada não oferece, tipo: como fazer a cobertura; que sistema de defesa adotar, o mesmo para o sistema de ataque; como fazer transição para o ataque e para a defesa. A marcação vai ser alta, vai ser marcação baixa; o jogo vai ser reativo ou agressivo; o que fazer nas bolas paradas, tanto no ataque como defensivas. Esta lista não termina, há muito mais. E também como adaptar tudo isto às características individuais de cada jogador.
Depois destas palavras e para finalizar, o negócio é se organizar fora e dentro do campo e, na nosso mente também, para ter um desempenho que não nos incomode.
Para finalizar, sem preparo físico, que cada um cuide do seu. Pois, sem preparo fisico, teremos os mesmos resultados.
Bem, por hora é que o tenho.
Abração, Marconi.

Para competir, entendo que primeiro vem reforços, depois outras soluções, como alma, treinamento, etc.
ResponderExcluirCícero, muito obrigado pelo comentário.
ExcluirGrande Marconi, boa crônica envolvendo uma realidade dos últimos jogos.
ResponderExcluirImportante, nesta fase, não obstante o desejo de vencer, é BBmorar o momento, afinal estamos em uma boa idade.
No fim das contas, embora a organização ajude a não passar vergonha, a grande vitória dessa turma não está no placar, mas sim em terminar a partida sem nenhuma fisgada na panturrilha. Jogar nessa fase da vida é um ato de resistência e, principalmente, de celebração: o que vale é a resenha, a amizade e o direito de reclamar do juiz, pois o verdadeiro troféu é poder competir com alegria e, claro, garantir que o joelho chegue inteiro para o próximo jogo.
Nesse time, o placar é detalhe e o cansaço é passageiro, mas a união e a resenha nos mantém no pódio da vida.
Simbora, rumo aos próximos jogos, de cabeça erguida e preparados para brindar com umas geladas.🍻🎼🍾🥂
Oceano, de fato comemorar a vida e os reencontros. Teve um momento, em dos jogos, que quase pedi a palavra e iria dizer assim: Vamos nos divertir. Mas a mentalidade é para competir.
ExcluirFicou claro que não é só um ponto e sim, um combo. Conhecimento técnico, treinamento e organização (dentro e fora de campo)
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. De fato é um combo.
ExcluirComo já comentei, em outros momentos, futebol não é minha praia, mas, se adotarmos suas orientações e seus conselhos para o "jogo da vida", eles se aplicam perfeitamente. Permita-me fazer essa analogia:
ResponderExcluir"A atividade profissional não é para amadores. No jogo competitivo da vida, há outras competências, outros cuidados e cobra a compreensão de que é necessário ser eficiente, o que exige um bocado de conhecimento, onde só improvisar não é suficiente. A lista de competências não acaba. É preciso estar sempre atualizado e adaptado às suas próprias características individuais".
É o jogo da vida!
Brandão, no final do seu comentário tem uma importante lição. Monta o esquema, os treinamentos, estratégia de jogo olhando para os recursos (jogadores) que tem no time.
ExcluirSempre disse que a cronica que Marconi escreve sobre futebol é diferenciada. Tanto que, dias após a publicação, ( passei batido, confesso), vi um comentario e procurei pela cronica perdida. Excelente, amigo! A derrota sempre tem um gosto meio amargo mas, se servir de lição pra uma vitória futura, ja terá valido a pena
ResponderExcluirAmigo Oceano, a derrota perturba, a vitória empolga e pode apenas mascarar deficiências a serem resolvidas.
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