Ouvi na infância que devemos ser como vara de marmeleiro, que entorta mas não quebra.
A crônica desta semana não é um texto memorialista ou literário. Esta mais próximo de uma reflexão.
Algumas vezes eu recebo pedido para escrever sobre algum tema. Um amigo me pediu para escrever sobre derrota e resiliência. Disse-lhe que já começaria a pensar no assunto. Naqueles minutos de nossa conversa pelo Whatsapp eu estava em processo de revisão e ajuste do romance A Puta Rainha. Uma tarefa de compilação. Minutos depois fui tomar água e encostei a barriga na meia parede da área de serviço. Fiquei ali olhando a avenida, os prédios do bairro Rosarinho.
Eu pensava no tema colocado pelo amigo, de repente, como em outros momentos, veio o início da escrita. Saí acelerado para não perder aquele impulso inicial. Assim nasceu um CONTO (link do final).
Depois fiquei refletindo. O melhor seria que a gente vivesse sempre com o olho no real, sem alimentar expectativas sonhadoras ou nenhuma. E que dentro desse real estivéssemos preparados emocionalmente e economicamente para os infortúnios. Que o plano B não fosse apenas um desejo, que desde sempre ele funcionasse em paralelo. Possivelmente, a resiliência seria mais fácil e rápida.
Mas, como seres normais, que às vezes até percebe que alguma tempestade está chegando, no entanto tem a emoção, dentro dela a negação. Isto aconteceu comigo, a minha auto ilusão me custou muita dor e exigiu muito mais energia para escapar do buraco perigoso de uma depressão.
A resiliência deve ser um processo, maduro, refletido, pensado de modo constante, trabalhando alternativas realistas, olhando o mundo como ele é.
Como ela não é um processo mental aleatório, pode ser que a pessoa necessite de ajuda, é fundamental reconhecer e ter humildade quando sentir que sozinha o caminho vai ser um buraco sem saída.
Mas a resiliência é também um ato de fé, daquela fé que move uma pessoa na busca pela luz, que produz calma e que pode rege-la na busca pela superação.
Há outro fator, que ajuda na resiliência, é se manter vigilante. Nas relações abusivas, seja no assédio moral, sexual no trabalho. Seja em um convívio de alguma casa (não lar), o abuso é um fator paulatinamente crescente, por que uma esperança vã toma o lugar da vigília. Em algum momento o medo toma conta de tudo, inviabilizando qualquer reação.
Esse é outro fato a quebrar a resiliência. O medo insano, o doentio. Por isso é necessário se manter atento e reagir antes que uma paralisia emocional acorrente qualquer espírito de luta.
Essa foi uma das grandes dificuldades que tive de tratar deste tema. Pois ser resiliente, para mim, é usar um conjunto de atributos.
Se de todo modo, não se imaginar um caminho para ser resiliente, use a Santa Teimosia, aquela que está no fundo do coração, aquela que é significante para ter um sentido de vida.
Pois bem:
Paz, não é ciência,
Sentimento menos ainda.
Conhecer não é ter sapiência,
Caindo precisa se levantar,
Para superar recorra à resiliência.
Semana Iluminada,
Marconi Urquiza
EIS O CONTO:

Quem trabalhou no BB aprendeu a ser resiliente com a vida...
ResponderExcluirÉ verdade. Quase uma superação a cada dia.
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