quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Se mentir mais, o tambaqui muda de cor
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Saudade à prestação
Você prefere uma saudade matadora ou uma saudade à prestação?
Tivemos amizades intensas nas três cidades que moramos no Paraná, Barbosa Ferraz, Terra Boa e Araruna.
Abraço,
Marconi
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Impasse na CASSI - Uma interpretação
Ao ouvir uma explicação naquela oportunidade de uma autoridade da CASSI, quase por acaso eu notei uma discrepância entre a forma de comunicar a necessidade da medida de alteração do modelo de custeio e a projeção dos resultados financeiros após a implantação das alterações. Tal situação gerou dúvidas, para aclara-las eu fui estudar a parte financeira que projetava um horizonte curto de solução, aí incluído um valor expressivo de redução de despesas sem que um plano para tal fosse mostrado. Havia um descompasso enorme neste aspecto.
A conclusão que cheguei ao terminar esta parte da análise foi: Tem furo naquelas contas. Por causa dessa percepção todo o resto ficou sob suspeição, então me dediquei a estudar todo o estatuto e a proposta de sua alteração, me utilizei dos recursos intelectuais e da internet para fazer as interpretações. Empreguei como apoio na análise a metodologia científica Análise de Conteúdo, um método aprimorando pela cientista francesa Laurence Bardin que estuda ao longo de um período escolhido um grupamento de comunicações formais e/ou não formais.
Foi quinze dias de dedicação exclusiva, cujas anotações em resumo eu inseri em duas crônicas.
Dois pontos ficaram patentes na campanha 2018, todo o foco da comunicação foi para o aspecto financeiro, o aspecto legal, de grande relevância esteve propositalmente desfocado. O segundo ponto, a tática ou estratégia do confronto, quanto mais briga, menos se discute o essencial e assim se prosseguiu até sair o resultado final. O filtro comunicativo foi uma marca daquela "campanha" pelo Sim.
O tempo passou, as dificuldades no gerenciamento da CASSI só cresceram, então, me parece, todos os recursos tecnológicos, de gestão, de negociação foram efetivamente sendo colocado em prática e aquele resultado de economizar que parecia apenas uma promessa de campanha começou a acontecer.
Então veio a segunda consulta (2019), as "pegadinhas" das alterações estatutárias também apareceram. Lembro ter pedido a um amigo que me enviasse a proposta do novo estatuto antecipadamente para eu fazer uma leitura. Bem, tal proposta só foi divulgada quando a campanha estava aberta e aí, muitos foram em cima do que estava escrito e fizeram outra campanha pelo Não.
Dias depois do resultado ter sido divulgado em maio deste ano eu conversei com um colega sobre as duas campanhas, lembro que disse-lhe na ocasião que interpretava o resultado da segunda "derrota do sim" como uma herança pela forma como a campanha da primeira tentativa de alterar o estatuto havia sido conduzida e, que, por causa dela se desenvolveu uma desconfiança cavalar nos associados para tudo que vinha dos gestores da CASSI que se comunicavam conosco, especialmente pela leitura corrente que as propostas apenas atendiam aos interesses do Banco do Brasil.
Senti na ocasião que havia um clima favorável para rever o modelo de custeio, me pareceu que esta medida corria quase consensual na consulta de 2018 e porque em 2019 houve contestação deste "consenso"?
Crônicas anteriores que tratam da CASSI:
O que mais não foi dito
A mensalidade da CASSI
A nova governança da CASSI
Narrativas em conflito
O imbloglio da CASSI
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Doente de Banco
sexta-feira, 24 de maio de 2019
O vazio do Whatsapp
Devo estar em mais de 10 grupos de Whatsapp. Alguns imensos, alguns familiares e alguns poucos pequenos.
Há muitos meses que não olho as postagens com afinco, é só uma vista superficial. As vezes algumas discussões interessantes começam, mas em algum momento um ser destila alguma raiva e tudo entorna, torna-se uma conversa múltipla que poderia ser frutífera em um oco de sentidos.
Mesmo assim fico olhando várias vezes por dia para tais grupos, como se ansiasse para uma assunto alvissareiro, um sopro que irrigasse meu espírito de luz.
Hoje eu estava sentado, havia colocado o celular na outra cadeira. Corrigia parte de um texto longo, de repente me lembrei do celular ali ao lado, quase ao mesmo me lembrei do Whatsapp e a sensação de vazio veio na mesma fração de segundos.
Veio como um questionamento: O que ali vejo me acrescenta?
Abraço,
Marconi Urquiza
quinta-feira, 16 de maio de 2019
O Chile é agreste
Hoje vou comentar dois assuntos que me chamou a atenção nestes dez dias aqui no Chile.
O primeiro é sobre a gestão hídrica.
A paisagem no frio fica cinzenta, as plantas perdem as folhas e ficam apenas os galhos e o caule nus.
Nesta época do ano o Chile se aproxima forte do inverno. Durante os nossos passeios por aqui mais que ver paisagens afetadas pelas temperaturas baixas, me pareceu que todo o Chile, menos a Patagonia, que não vi, é um imenso sertão. Em Santiago chove meros 200 mm, cerca de 12 dias de chuvas por ano.
A captação de água por aqui vem, quase toda, do desgelo.
Enquanto a van corria as estradas eu fiquei olhando ao redor em busca de alguma floresta, pequena que fosse. Não vi nenhuma. Segundo um dos guias, todas as árvores que cresceram nas cidades são originárias de outros países.
Aí veio o pensamento de querer saber como eles cuidam dos recursos hídricos.
Em um dos passeios fomos visitar uma barragem a 2.400 metros de altitude, que capta as águas do desgelo da Cordilheira dos Andes.
Salvo engano, chove menos aqui que a média de chuvas no Nordeste. Não só com Israel, creio que o Chile possa oferecer lições aos gestores hídricos do Brasil.
O outro assunto é sobre uma reforma da previdência que tramita no congresso chileno.
A discussão está renhida, o parlamento reclama que o canto do cisne é igual ao da era Pinochet, apesar de não citarem seu nome, e é esse sentimento que se expressa nas críticas ao projeto do presidente Piñera para mudar a previdência atual. Da mal afamada capitalização.
Os fatos citados aí no Brasil, como aqui, é que vem há mais de 30 anos empurrando a renda dos aposentados para baixo a ponto de provocar muitos suicídios entre eles por falta de recursos para uma sobrevivência mínima.
A situação atual no Brasil exige Olhos e Mentes Abertas para não se deixar levar por uma discussão posta pelo raciocínio de quem quer direcionar os nossos pensares.
Abraço,
Marconi Urquiza
sexta-feira, 10 de maio de 2019
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